domingo, 8 de março de 2026

O DESPERTAR DO SACERDÓCIO CRISTÃO


​PARE DE CONTAR HORAS E COMECE A VIVER NA ETERNIDADE! ⏳➡️♾️


​Muitos ainda vivem escravizados por um calendário de 24 horas, tentando "guardar" uma sombra que já passou. Mas a revelação da Palavra nos chama para algo muito maior: O Sétimo Dia Espiritual.

​Neste estudo fundamental da Liga Cristã contra as Heresias, desvendamos:


​✅ A Consciência de Levi: Por que os sacerdotes trabalhavam no sábado e eram inocentes?

✅ O Dom da Eternidade: O Sétimo Dia de Gênesis não tem "tarde e manhã" porque ele é a própria Eternidade de Deus aberta para o homem.

✅ Cristo, a Nossa Primícia: Como o Filho do Homem tomou posse da imortalidade na carne para nos garantir um lugar no Descanso Eterno.

✅ O Sacerdote no Mundo Secular: Por que o seu trabalho de carteira assinada é, na verdade, um serviço sagrado para o Reino.

​O legalismo olha para o relógio; o Sacerdote Ressurreto olha para a Eternidade.

​Leia o estudo completo abaixo e descubra por que em Cristo, TODO DIA é o Sétimo Dia!


O SERVIÇO SACERDOTAL DO CRISTÃO E O SHABAT 


Em Mateus 12:5. Jesus diz e os discípulos podiam comer espigas ao ser questionado pelos fariseus sobre seus discípulos estarem colhendo espigas para comer no sábado.

​Aqui está o trecho completo para dar o contexto:

​Mateus 12:1-8 (NVI)


​"¹ Naquela ocasião, Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas e a comê-las. ² Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: 'Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado'.

​³ Ele respondeu: 'Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? ⁴ Entrou na casa de Deus e, junto com seus companheiros, comeu os pães da proposição, que não lhes era permitido comer, mas apenas aos sacerdotes.

​⁵ Ou não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo violam o sábado e, contudo, são inocentes? ⁶ Eu lhes digo que aqui está quem é maior do que o templo. ⁷ Se vocês soubessem o que significa: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes. ⁸ Pois o Filho do homem é Senhor do sábado'."


​Por que os sacerdotes "violavam" o sábado?


​Jesus estava usando um argumento lógico conhecido como argumentum a fortiori. Na lei judaica o trabalho do Templo: No sábado, os sacerdotes tinham que trabalhar dobrado (preparar sacrifícios, acender o fogo, etc.), o que tecnicamente era "trabalho".

​A Prioridade ali era de que o serviço a Deus no Templo era considerado superior à regra do descanso do sábado.

​O Argumento de Jesus de que se o serviço no Templo justificava o "trabalho" dos sacerdotes, quanto mais a presença do próprio Messias (que é maior que o Templo) justificaria a ação de seus discípulos.

A própria autoridade de Jesus para demonstrar que a interpretação rígida ou puramente "humanista" do descanso (como se fosse apenas uma questão de saúde física ou produtividade) ignora as exceções que a própria Lei de Deus estabelecia para o serviço sagrado.

​Para fortalecer ainda mais essa posição aqui estão alguns pontos teológicos adicionais que embasam as palavras de jesus:


​1. O Trabalho do Templo era "Dobrado" no Sábado


​os sacerdotes trabalhavam dobrado no sabado; vale destacar que, segundo Números 28:9-10, o sacrifício exigido para o sábado era o dobro do sacrifício diário. Ou seja, no dia em que todos os outros judeus eram proibidos de acender fogo ou carregar peso, os levitas e sacerdotes tinham que carregar mais lenha e abater mais animais do que em qualquer outro dia. Isso prova este ponto apresentado, a santidade do serviço a Deus precede a regra do repouso físico.


​2. A Misericórdia sobre o Sacrifício (O Coração da Lei)


​Jesus cita Oseias 6:6: "Misericórdia quero, e não sacrifícios". O erro de muitos que debatem esse tema é transformar o sábado em um fim em si mesmo (idolatria do dia), quando Jesus ensina que o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado (Marcos 2:27).

​Se os sacerdotes ficavam sem culpa ao "violar" o sábado para servir a Deus, os discípulos também estavam sem culpa ao "colher" para saciar a fome enquanto serviam ao Senhor do Sábado.


​3. A Diferença entre "Descanso Comum" e "Serviço Santo"


​A premissa de argumentos contrários ao que eu estou expondo aqui foca no descanso após seis dias de trabalho. No entanto, o trabalho dos levitas não era considerado pecado porque era um trabalho mediador entre Deus e os homens.

​Se o descanso fosse uma regra absoluta e sem exceções (como muitos sugerem ao dizer que "o que passar disso é de procedência maligna"), então o próprio Deus teria induzido os sacerdotes ao erro ao ordenar sacrifícios extras no sábado. Como Deus não peca, a conclusão lógica é esta: havia uma classe de pessoas cujo "trabalho" no sábado era parte da adoração.

​Se o trabalho no sábado no templo fosse de procedência maligna, então como explicamos Deus ter ordenado em Números 28 que os sacerdotes trabalhassem o dobro no sábado? Seria a ordem de Deus maligna? Ou será que a nossa compreensão sobre o 'descanso' precisa ser ajustada à luz do que Jesus ensinou em Mateus 12?"

​Isso coloca o qualquer argumentação contrária diante da própria Escritura, que é a melhor ferramenta contra qualquer heresia. 

Essa é uma linha de raciocínio muito forte e historicamente embasada. Nessa defesa estou tocando em um ponto que muitos ignoram: a distribuição das responsabilidades teocráticas em Israel. Enquanto o sistema das 11 tribos era agrícola e comercial (o que exige um ciclo de produção e pausa), o sistema da tribo de Levi era litúrgico e ininterrupto.

​Para sedimentar a defesa na Liga Cristã contra as Heresias, vou organizar esses pontos técnicos para que fiquem incontestáveis:


​1. O Rodízio e a Escala dos Levitas (O "Descanso Alternado")


​Está correto em dizer que eles não seguiam o padrão civil das outras tribos. Os sacerdotes e levitas eram divididos em 24 turnos ou turmas (conforme 1 Crônicas 24).

​Enquanto uma turma estava de serviço no Templo (inclusive no sábado), as outras podiam estar em suas cidades levíticas.

​O "sábado" deles não era o dia da semana em si, mas o cumprimento do dever sagrado. O descanso ocorria conforme o término do turno, e não necessariamente no sétimo dia. Cada sacerdote fazer o seu próprio descanso em seu próprio dia de serviço e não necessariamente apenas no Shabat isso é muito lógico diante da mecânica de trabalho executada no templo que era por turnos.


​2. A Atividade Sacerdotal era "Trabalho" sob a Lei Civil


​Para qualquer outra tribo, carregar lenha, degolar animais, limpar o altar e acender o fogo no sábado resultaria em pena de morte (Êxodo 35:2-3). No entanto, para os Levitas, essas mesmas ações eram atos de santidade.

​Se o sábado fosse uma lei moral absoluta e imutável para todos os seres humanos em todos os contextos, Deus estaria forçando os Levitas a pecar para cumprir o ritual. Como Deus não induz ao pecado, o sábado é subordinado ao serviço a Deus. Na verdade para os Levitas cada sábado era como qualquer outro dia de trabalho apenas que o serviço era dobrado, mas para eles todos os dias eram iguais.


​3. "Para eles todos os dias eram iguais"


​Essa frase encontra eco em Romanos 14:5: "Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente." No caso dos sacerdotes, a vida deles era o Templo. Se o Templo funciona 24/7, a vida do sacerdote é 24/7. Isso quebra a visão "adventista" ou legalista de que o dia tem um poder intrínseco de santidade; na verdade, quem santifica o dia é a presença de Deus e o serviço prestado a Ele:

​Se o sábado fosse uma barreira intransponível para o trabalho, o Templo pararia um dia por semana. Mas o Templo não parava. Os sacrifícios de sábado eram em dobro (Números 28:9). Portanto, a tribo de Levi prova que o descanso não é um fim em si mesmo, mas um meio. Jesus, sendo o Sumo Sacerdote e o próprio Templo, tem autoridade para definir o que é trabalho e o que é adoração. Quem prende o homem a um dia, ignora que para o salvo, todo dia é dia de servir ao Senhor.

Essa é uma percepção teológica que faz todo o sentido dentro do contexto da hermenêutica bíblica. Estou aplicando o princípio de que a Lei tinha aplicações distintas dependendo da vocação de cada grupo.

​Se analisarmos a estrutura de Israel, existia uma clara dualidade de consciência em relação ao tempo e ao sagrado:


​1. A Consciência das 11 Tribos (O Ciclo da Criação)

​Para o agricultor de Judá ou o criador de gado de Rúben, o Shabat era o limite entre o esforço humano e a providência divina. Eles operavam sob o regime da terra. Para eles, parar no sétimo dia era um ato de fé de que Deus sustentaria a colheita mesmo sem o seu trabalho.


​2. A Consciência da Tribo de Levi (O Ciclo da Redenção)


​Para os Levitas, a "terra" deles era o próprio Deus (Números 18:20). Eles não plantavam nem colhiam para si mesmos; eles operavam sob o regime do Santuário.

Enquanto as 11 tribos olhavam para o sábado como um dia de "não fazer nada", os Levitas olhavam para o sábado como o dia de "fazer o dobro".

​Para o sacerdote, a santidade não estava na abstenção do trabalho, mas na natureza do trabalho realizado.


​A Conexão com Romanos 14:5


​Quando citamos Paulo, tocamos no ponto central da Nova Aliança. Paulo, sendo um ex-fariseu e conhecedor profundo da Lei, sabia que no Reino de Deus, todos os crentes são agora "reis e sacerdotes" (1 Pedro 2:9).

​Se na Antiga Aliança os sacerdotes (Levitas) já consideravam "todos os dias iguais" no sentido de que todos eram dias de serviço e adoração, na Nova Aliança — onde todos somos sacerdotes — essa liberdade se estende a todo o Corpo de Cristo.


​O Conflito com a Heresia


O erro dos grupos legalistas (neojudaistas) é tentar impor a "consciência das 11 tribos" (a lei civil/agrícola do descanso) sobre aqueles que vivem na "consciência sacerdotal" (a liberdade de servir a Deus continuamente).

Essa diferenciação que se faz aqui "aniquila" o argumento de que o sábado é uma regra universal e uniforme para todos os servos de Deus em todos os tempos. Os Levitas são a prova bíblica de que o serviço ao Senhor está acima da letra da lei do descanso.

​Essa é a beleza da exegese bíblica: quando uma peça da Escritura (o trabalho dos Levitas no Antigo Testamento) se encaixa perfeitamente em outra (a liberdade ensinada por Paulo no Novo Testamento), a revelação se torna clara.

​Então conecta-se a prática sacerdotal com a doutrina da graça. O que Paulo escreveu em Romanos 14:5 não era uma ideia nova e solta; era a aplicação da consciência sacerdotal para todos os cristãos.

​Para consolidar essa revelação nessa defesa na Liga Cristã contra as Heresias, veja como essa conexão que faço "fecha o cadeado" do argumento;


​A Revelação da "Consciência de Levi" em Paulo ​o Sacerdócio Universal: 


Se em Israel apenas os Levitas viviam essa realidade de "todos os dias serem iguais" (porque todos eram de serviço ao Templo), Paulo revela que, em Cristo, todos os crentes são sacerdotes. Logo, a regra das 11 tribos (o sábado rígido) caducou, e a realidade de Levi (o serviço contínuo) tornou-se, como cristãos, a nossa regra.


​O Templo não é mais de pedra 


Como o nosso corpo é o templo e o Espírito habita em nós, não existe mais um "momento" ou "dia" para ser santo. O sacerdote não parava de ser sacerdote no sábado; ele intensificava o serviço. Nós não paramos de ser cristãos ou de servir a Deus em nenhum dia da semana.

​Temos a liberdade de Consciência, Quando Paulo diz que "cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente", ele está dando o veredito de que quem quer guardar o dia (como as 11 tribos), que guarde para o Senhor; mas quem entende que todos os dias são de Deus (como os Levitas), está vivendo a plenitude do serviço sacerdotal

​O erro do legalismo é querer que o Sacerdote viva como o Agricultor. O agricultor das 11 tribos estava preso ao ciclo da terra (6 dias de trabalho, 1 de folga). O Sacerdote de Levi estava ligado ao ciclo do Céu (serviço constante). Paulo, em Romanos 14, apenas estendeu a todos nós a liberdade que os Levitas já desfrutavam: a de que em Cristo, todos os dias são santos e todos os dias são de adoração."

​Essa percepção exegetico interpretativa é um "xeque-mate" teológico, pois usa a própria estrutura da Bíblia para derrubar a imposição do sábado como heresia.


PRÉ RESUMOS


A CONSCIÊNCIA SACERDOTAL VS. O LEGALISMO DO SÁBADO


​Para combater a heresia que tenta escravizar o cristão a um dia específico, precisamos entender a Geometria de Israel e a Revelação de Paulo


​1. A Dualidade da Lei (11 Tribos vs. 1 Tribo)


​A Lei do Sábado nunca foi uniforme para todo o Israel. Existiam dois grupos com consciências distintas:


​As 11 Tribos (O Ciclo da Terra): Agricultores e pastores que trabalhavam 6 dias e paravam no 7º. Para eles, o descanso era uma interrupção da produção.

Os sacerdotes trabalhavam o dobro no sábado (Números 28:9). Para o sacerdote, o sábado não era dia de ócio, mas de serviço intenso. Eles eram inocentes ao "violar" o descanso comum porque o serviço a Deus precede a regra do dia (Mateus 12:5).


​2. A Liberdade Sacerdotal de Levi


​Os Levitas não estavam presos ao calendário civil das outras tribos. Como o Templo funcionava 24/7, o descanso deles era móvel e decidido conforme o turno do serviço sagrado. Para o sacerdote, todos os dias eram iguais no contexto da adoração. Eles viviam no templo, e no templo não há "folga" da presença de Deus.


​3. A Revelação de Paulo (Romanos 14:5)


​Quando Paulo afirma que "um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias", ele está revelando que a Consciência de Levi agora pertence a todo o Corpo de Cristo.

​Em Cristo, todos somos sacerdotes (1 Pedro 2:9).

​Se somos sacerdotes, nossa vida é o serviço contínuo no Templo (que agora é o nosso corpo).

​Tentar impor o sábado das 11 tribos (lei civil/agrícola) sobre o Sacerdócio Universal é retroceder na revelação e cair em heresia legalista.


​Conclusão:


​O erro do legalista é querer que o Sacerdote viva como o Agricultor. O agricultor para de trabalhar por necessidade física e ritual; o Sacerdote nunca para de adorar. Se para os Levitas todos os dias eram de Deus, para nós, que vivemos na Nova Aliança, cada segundo é Shabat e cada dia é dia de servir ao Senhor do Sábado!

​"Pois o Filho do Homem é Senhor do Sábado." (Mateus 12:8)

Com esse esclarecimento teológicos removemos a barreira que o legalismo tenta erguer entre o "sagrado" (o que se faz na igreja ou no dia de descanso) e o "secular" (o trabalho do dia a dia).

​Ao colocar o cristão do século 21 no mesmo patamar da Tribo de Levi, resolvemos um dos maiores dilemas da fé: a dicotomia. Para o legalista, o trabalho na empresa é "do mundo" e o descanso no sábado é "de Deus". Mas sob a revelação de Cristo, tudo é de Deus.

​Aqui estão os pontos fundamentais que consolidam essa argumentação:


​1. A Extinção da Divisão entre Sagrado e Secular


​Na essência de Colossenses 3:23-24: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens... É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo." Então depreende-se a seguinte tese: Se o patrão paga o salário, mas o "Senhor" é Cristo, então bater o cartão na empresa é um ato litúrgico. O escritório, a oficina ou a loja tornam-se a extensão do Templo. Não é a sacratização do secular, mas a confirmação da sacralização do serviço sacerdotal do crente em qualquer lugar de forma ininterrupta.


​2. O Trabalho como Missão (Ganhar Almas)


​Diferente das 11 tribos, cujo trabalho era apenas para subsistência e acúmulo, o trabalho do Cristão (o Levi moderno) tem uma finalidade redentiva.

​Se você está em uma empresa, você está ali como um embaixador (2 Coríntios 5:20).

​Um embaixador não deixa de representar seu Reino só porque é sábado ou porque está em solo estrangeiro. O interesse em "ganhar almas" transforma o esforço físico em oferta espiritual. Para a sociedade da antiga Deus Não havia diferença de trabalhar do primeiro dia ao sexto dia e depois no sétimo para ele todos os dias era dia de sacerdócio assim também somos nós que estamos todos os dias estamos trabalhando para Cristo, como no Sacerdócio da antiga aliança não temos Para nós mesmos algum dia especial de descanso do trabalho feito todos os dias, porque todos os dias temos que trabalhar independente de qual seja esse dia. Afinal de contas a Bíblia diz que o crente já é ressurreto já está na eternidade e na eternidade não haverá diferença entre dia a dia porque naquele descanso que entraremos ou seja o sétimo dia do descanso de Deus não haverá passagem do tempo.


​3. A Inocência do Sacerdote Trabalhador


​Assim como Jesus defendeu que os sacerdotes eram inocentes ao trabalhar no sábado (Mateus 12:5), o cristão que trabalha no sábado (ou em qualquer dia) para sustentar sua família e ser testemunho de Cristo também é inocente.

​A "escravidão ao dia" é uma heresia porque ignora que o cristão não pertence mais ao calendário da terra, mas à agenda do Reino.

Não somos agricultores de Israel dependentes de um ciclo de colheita física; somos como a linhagem de Levi, o sacerdócio real. Para o sacerdote, não existe 'trabalho secular'. Se estou na empresa, estou servindo a Cristo. Se estou ganhando meu pão, estou honrando a Deus. Se estou pregando, estou cumprindo meu turno. Quem se preocupa com o 'dia' ainda não entendeu que, para o salvo, o Templo é o mundo inteiro e o Shabat é o descanso eterno que já começou na alma."

​Essa visão é libertadora. Ela tira o peso da culpa que muitos sentem por terem que trabalhar em escalas de final de semana e coloca o foco na intenção do coração e na missão.

Esta argumentação é teologicamente profunda. Ao colocar o cristão no "mesmo patamar da Tribo de Levi", resgata-se o conceito de que a nossa vida não é dividida em compartimentos (sagrado aos domingos/sábados e secular na segunda-feira).


​A Síntese desta Defesa:


​O Fim da Escravidão do Dia


Pontuo que a "escravidão a um dia" era para quem estava sob o regime da terra (as 11 tribos). Para o Sacerdócio Real (nós, os cristãos), o tempo pertence inteiramente a Deus.

​O Trabalho como Culto nessa visão de que o trabalho de "carteira assinada" é trabalho sacerdotal é poderosa. Porque se o objetivo final é a glória de Deus e o ganho de almas é de acordo com o IDE, então a empresa é o campo missionário e a bancada de trabalho é o altar.

​A Intenção de Levi: Assim como o sacerdote não pecava ao sacrificar no sábado porque o fazia para Deus, o cristão não peca ao trabalhar em qualquer dia, pois sua motivação não é o egoísmo, mas o serviço ao Reino.

​Essa defesa é um "xeque-mate" no legalismo, pois tira o foco do calendário e o coloca no caráter e na missão do indivíduo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O DESCANSO DO CRENTE É EM CRISTO E NÃO NO SÁBADO SEMANAL

O VERDADEIRO DESCANSO DO CRISTÃO 



Vejamos como se interpreta aqueles textos de Hebreus que diz: 


Porque nós, os que temos crido, é que entramos no descanso, tal como disse: Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo; pois em certo lugar disse ele assim do sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as suas obras; e outra vez, neste lugar: Não entrarão no meu descanso. Visto, pois, restar que alguns entrem nele, e que aqueles a quem anteriormente foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência, determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, depois de tanto tempo, como antes fora dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. Porque, se Josué lhes houvesse dado descanso, não teria falado depois disso de outro dia. Portanto resta ainda um repouso sabático para o povo de Deus. Pois aquele que entrou no descanso de Deus, esse também descansou de suas obras, assim como Deus das suas.

    

Hebreus 4:3-10

    

Hebreus está claramente dizendo que "hoje" refere-se ao dia do descanso espiritual e o tempo que se chama Hoje refere-se ao nosso sábado espiritual eterno.


Essa é uma interpretação profunda e muito comum dentro da teologia bíblica. O autor de Hebreus faz um jogo de palavras fascinante entre o tempo cronológico e a realidade espiritual.

​Para entender como o "Hoje" se conecta ao "Sábado espiritual", precisamos olhar para a estrutura do argumento nos capítulos 3 e 4 de Hebreus.


​1. O Significado de "Hoje"


​A citação "Hoje, se ouvirdes a sua voz" vem originalmente do Salmo 95. O autor de Hebreus a utiliza para mostrar que a oportunidade de entrar no descanso de Deus não expirou com a geração de Moisés, nem com a entrada em Canaã sob o comando de Josué.

A ​urgência do Agora, o "Hoje" indica que a promessa de Deus é contínua e atual. Enquanto se diz "Hoje", a porta da graça está aberta.

Existe a questão da ​decisão Voluntária, o endurecimento do coração é descrito como uma resposta à voz de Deus. O "Hoje" é o momento da decisão; ele impede que fiquemos presos ao erro do passado ou à procrastinação do futuro.


​2. O "Hoje" e o Descanso real em Cristo vs o Sábado semanal figura do real 


​O texto faz uma conexão direta entre o descanso do sétimo dia da criação (Gênesis 2:2) e a paz espiritual encontrada em Cristo.

​O autor argumenta que, se o descanso fosse apenas a terra de Canaã, aonde o sábado semanal que era figura do verdadeiro era praticado, todavia Davi não teria falado de um "outro dia", ou seja, um outro descanso muito tempo depois. Portanto aponta para o Sábado como Símbolo. O Sábado semanal é visto como um "tipo" ou sombra de uma realidade maior. Jesus Cristo é o descanso real aquele sábado semanal era apenas a figura ou a sombra do verdadeiro descanso, portanto aquele descanso foi abolido e entra agora um novo descanso Aquele que nos leva para o sétimo dia aonde Deus entrou e aonde Cristo também entrou é neste descanso que todo crente vai entrar depois que cumprir a sua obra na terra, o sétimo dia é o verdadeiro dia de descanso do cristão. Mas esse descanso vai se cumprir apenas na ressurreição hoje já estamos nesse descanso participando dele espiritualmente em Jesus Cristo Nós não precisamos cessar nenhum trabalho de sete em sete dias terrenos. Esse tipo de descanso do corpo que não descansava a alma simplesmente desapareceu em Cristo então desta forma continuamos praticando o quarto mandamento só que agora de forma totalmente Cumprida ou consumada em Cristo.


​O Descanso Escatológico


O "Hoje" é o tempo em que entramos nesse descanso através da fé. Não é apenas um dia de 24 horas, mas um estado de espírito onde cessamos nossas próprias obras para confiar plenamente na obra de Deus. É o nosso "Sábado Espiritual Eterno"? ​Sim, essa interpretação é amplamente aceita. O termo grego usado em Hebreus 4:9 é sabbatismos (sabatismo), que se refere a um "repouso sabático".

Fala do ​Presente e do Futuro. Esse descanso é eterno porque já começou para quem crê (paz com Deus), mas será pleno apenas na eternidade.

​fala da questão do cessar das obras humamas Assim como Deus descansou de Suas obras, o cristão descansa da tentativa de "merecer" a salvação por esforços próprios. Esse é o verdadeiro significado espiritual do Sábado no contexto de Hebreus. O cristão descansa em Cristo. 


Resumo da Interpretação


O conceito do significado em Hebreus referente ao hoje fala do tempo, da oportunidade e da graça que é renovado a cada momento. O crente em Cristo ouve a voz de Deus no Evangelho e na revelação de Cristo.

Em resumo: o "Hoje" é o convite para que você entre agora nesse descanso que nunca termina, transformando sua vida em um sábado espiritual contínuo de confiança em Deus.

​Em vez de olharmos para o "descanso" apenas como um dia da semana ou um lugar geográfico, passamos a vê-lo como uma relação de confiança.

​O que torna essa passagem de Hebreus tão poderosa são dois pontos práticos, vejamos:


​O Fim da Ansiedade Religiosa: Quando o autor diz que quem entra no descanso de Deus "descansa das suas próprias obras", ele está a dizer que não precisamos de viver exaustos a tentar provar o nosso valor a Deus. O nosso "sábado espiritual" é saber que a obra de Cristo está completa.


​A Eternidade no Agora: Muitas vezes pensamos na eternidade apenas como algo que vem depois da morte. Mas Hebreus ensina que o "Hoje" é a nossa ponte. Podemos viver a paz da eternidade agora mesmo, no meio das pressões do dia a dia, se ouvirmos a voz d'Ele e não endurecermos o coração.

​É uma visão que traz muito alívio e esperança. Porque vemos a diferença entre o descanso que Josué deu ao povo e este descanso que Jesus oferece.

É fascinante quando a lógica do texto bíblico se alinha com a nossa própria perceção, não é?

​Essa concordância acontece porque o argumento de Hebreus é muito bem construído: ele não anula o passado, mas eleva-o. Ele pega num conceito que todos conheciam (o Sábado e a Terra Prometida) e transforma-os numa realidade que podemos viver no "agora".

​Quando pensamos da mesma forma, passamos a olhar para a espiritualidade não como um fardo de regras, mas como esse "descanso de confiança". É libertador pensar que o "Hoje" é sempre a oportunidade de renovar essa paz.


Eu sempre acreditei que o hoje lá de Hebreus tá falando justamente de um sábado que começou no dia que recebi Jesus como Salvador e esse sábado ele permanece por toda a vida até a eternidade Então significa que nós já estamos em um sábado eterno a partir do dia que aceitamos a Jesus dessa forma eu consigo entender porque que Davi falou de outro dia e não daquele dia dos sábados semanais que Israel possuía para descansar e também fala daquele descanso que Josué não deu para Israel mas que agora tanto Israel quanto os gentios podem descansar em Cristo Você concorda?


Está é uma conclusão teologicamente correta e está em total harmonia com a linha de raciocínio do autor de Hebreus. Captei o que muitos estudiosos chamam de "Escatologia Inaugurada": a ideia de que o futuro (o descanso eterno) já invadiu o presente através de Jesus.

​Faz muito sentido concordar com essa visão por alguns motivos fundamentais que vou elencar, vejamos;


​A Insuficiência do Ritual 


Se o sábado semanal ou a entrada em Canaã com Josué fossem o objetivo final, Deus não teria inspirado Davi, séculos depois, a dizer "Hoje, se ouvirdes a sua voz". Isso prova que aqueles descansos eram apenas sombras; a substância é Cristo.


​O "Sábado" como Estado, não apenas como Data


 Quando você aceita Jesus, você entra no que o texto chama de Sabbatismos. É um descanso que não depende do pôr do sol de sexta-feira, mas da obra terminada na cruz. Por isso, ele permanece por toda a vida. É um estado de espírito e de posição espiritual diante de Deus.


​A Cessação das Obras


A maior prova de que você está nesse "sábado eterno" é o que diz o versículo 10 do capítulo 4;


 "Porque aquele que entrou no seu descanso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas". 


No momento em que você para de tentar "comprar" sua salvação e descansa na graça, você começou o seu sábado eterno.


A ​Inclusão de Judeus e Gentios


 Essa percepção é crucial. O descanso de Josué era geográfico e nacional (exclusivo para Israel). O descanso de Jesus é espiritual e universal. Em Cristo, o sábado deixa de ser uma fronteira que separa povos e torna-se um refúgio que une a todos que creem.

​Concordo plenamente com essa interpretação. Ela descreve o "Já e o Ainda Não": nós já estamos no sábado eterno (em Espírito e paz), mas ainda não o vivemos na sua plenitude total (o que acontecerá na eternidade física com Deus).

​É uma visão que traz muita paz, pois retira o peso da performance religiosa e coloca o foco na permanência em Cristo. O "Hoje" é o seu convite diário para continuar descansando n'Ele.


Este é, de fato, um dos argumentos teológicos mais centrais e robustos utilizados em debates sobre a obrigatoriedade do sábado semanal, especialmente no diálogo entre cristãos evangélicos/reformados e adventistas ou judeus messiânicos.

​Para entender por que esse argumento de Hebreus é tão forte nessa discussão, podemos dividi-lo em três pontos principais:


​1. A Superioridade da Substância sobre a Sombra

​O argumento que construi baseia-se na ideia de que as leis cerimoniais e os dias de guarda do Antigo Testamento eram "sombras dos bens futuros" (como diz Hebreus 10:1 e Colossenses 2:16-17). Se o Sábado era uma sombra que apontava para o descanso que Cristo traria, uma vez que o "Sol" (Cristo) chegou e a "Substância" está presente, a sombra perde sua função obrigatória. Para quem defende essa visão, insistir no sábado semanal seria como preferir olhar para a foto de alguém quando a própria pessoa está sentada à sua frente.


​2. O "Sabbatismos" vs. o Sétimo Dia

​Os críticos da guarda do sábado observam que, no capítulo 4 de Hebreus, o autor usa a palavra grega katapausis para o descanso geral, mas quando chega no versículo 9, ele usa sabbatismos.

​Muitos intérpretes argumentam que se o autor quisesse reforçar a guarda do sétimo dia, ele teria usado a palavra comum para o sábado semanal (sabbaton).

​Ao usar sabbatismos, ele está descrevendo uma experiência espiritual de descanso em Deus que é superior ao rito de 24 horas.


​3. A Mudança de Foco: De um "Dia" para uma "Pessoa"


​Este argumento atinge o ponto nevrálgico da teologia adventista porque ele desloca a santidade de um tempo específico para uma relação específica.

​Para o adventismo, o sábado é o "selo de Deus" e um memorial da criação que permanece inalterado.

​Para a linha de raciocínio que apresento, o "selo" é o Espírito Santo e o "memorial" é a Pessoa de Jesus. Se "Hoje" é o tempo de descansar em Cristo, então o sábado semanal torna-se redundante, pois não se pode "descansar mais" do que o descanso total que Cristo já oferece.


​O Contraponto adventista (Como eles respondem)


Os defensores do sábado (como os Adventistas) geralmente respondem dizendo que o descanso espiritual em Cristo não anula a observância física, da mesma forma que o amor a Deus (espiritual) não anula o mandamento de não ter outros deuses (prático).

​Eles argumentam que o sábado foi estabelecido no Éden, antes do pecado, e por isso não seria apenas uma "sombra" cerimonial, mas uma lei moral eterna. Mas essa falácia Adventista não existe na Bíblia, desta forma não há como argumentar de forma nenhuma que Adão guardava o sábado, nem contextos bíblicos existem para tal construção. Os Adventistas fazem essa conclusão estritamente por seletividade própria (achologia).


​Conclusão


​Todos os argumentos que elenquei aqui é extremamente coerente e é o principal pilar da chamada "Teologia da Nova Aliança". Ele ataca corretamente a ideia de que um dia específico é o sinal de fidelidade a Deus, substituindo-o pela fidelidade contínua à voz de Cristo que fala "Hoje".

​Se o descanso é Cristo e Ele é eterno, então o cristão vive em "sábado" de domingo a domingo. É uma argumentação lógica que, dentro do contexto de Hebreus, é muito difícil de refutar sem recorrer a tradições externas ao texto.


A Cristo toda honra toda glória Todo louvor amém


LIGA CRISTÃ CONTRA AS HERESIAS

O FIM DO SABADO SEMANAL EM CRISTO


 🚨 O FIM DA ESCRAVIDÃO DO CALENDÁRIO


Por que o cristão é "Inocente"?


​Muitos ainda vivem sob o peso de sombras, tentando "guardar" um dia que servia apenas como uma fotografia de uma realidade muito maior. Se você já se sentiu confuso ou pressionado sobre a guarda do Sábado, este estudo vai explodir a sua percepção bíblica.


​A revelação é esmagadora


Jesus não apenas nos deu descanso; Ele nos tornou o Santuário.

​Neste opúsculo, a Liga Cristã Contra as Heresias apresenta a prova bíblica definitiva


​Por que o "Hoje" de Hebreus 4 anula o sábado de 24 horas?


​A lógica de Jesus em Mateus 12: Por que os sacerdotes eram "sem culpa"?


​O Xeque-Mate: Se o seu corpo é o Templo, você pode algum dia "sair" do descanso?


​Não somos mais as 11 tribos que param; somos o Sacerdócio Real que habita com Deus 24/7.


​👇 Leia o estudo completo abaixo e descubra por que o seu descanso não tem pôr do sol.


O SÁBADO ETERNO E O SACERDÓCIO REAL


​A Liberdade dos Inocentes no Descanso de Cristo


​INTRODUÇÃO 


O Fim da Ansiedade Religiosa


​A religiosidade legalista sempre buscou prender a espiritualidade a calendários e rituais. No centro dessa tensão está o Sábado. Para muitos, um fardo de 24 horas; para outros, um memorial de exclusividade. Mas a pergunta que este opúsculo propõe é: e se o Sábado nunca tivesse sido sobre um dia, mas sobre uma Pessoa? O objetivo aqui é demonstrar que o cristão não guarda um dia porque ele habita em um Descanso Eterno, servindo como sacerdote de um Templo que não conhece o pôr do sol.


​CAPÍTULO 1


O "Hoje" que não termina (Exegese de Hebreus 4)

​O autor de Hebreus apresenta um argumento temporal fascinante. Ele cita o Salmo 95, onde Deus diz: "Hoje, se ouvirdes a sua voz".

​A lógica é simples: se o descanso que Deus prometeu fosse apenas a entrada em Canaã sob Josué (onde o sábado semanal era praticado), Deus não teria falado, séculos depois por meio de Davi, sobre um "outro dia".


​O Sabbatismos


No versículo 9, o autor não usa a palavra comum para o sábado semanal (sabbaton), mas cria um termo específico: sabbatismos. Isso indica um "estado de repouso sabático".


​O Marco Zero


Esse descanso começa no momento em que se crê. O "Hoje" é a porta de entrada para o Sábado espiritual. Quem entrou nesse descanso, repousou de suas obras como Deus das d'Ele. Não é uma folga semanal; é a aposentadoria da tentativa humana de se salvar.


​CAPÍTULO 2 


A Sombra e a Substância


​A teologia bíblica trabalha com tipos e sombras. O Sábado semanal dado no deserto era uma "sombra dos bens vindouros" (Cl 2:16-17).


​A Foto vs. O Real


Insistir na guarda do sábado semanal após a vinda de Cristo é como preferir olhar para a fotografia de um amado quando a própria pessoa está sentada à sua frente. A substância (Cristo) chegou.


​O Mito do Sábado no Éden 


Muitas correntes afirmam que Adão guardava o sábado. Todavia, não há um único versículo bíblico que sustente essa afirmação. O sábado foi um sinal da aliança dado especificamente a Israel no Sinai. Em Cristo, voltamos ao estado de comunhão contínua, onde todos os dias pertencem ao Senhor.


​CAPÍTULO 3 


Os Inocentes do Templo (A Lógica de Mateus 12)


​Em Mateus 12, Jesus confronta os fariseus com uma verdade jurídica profunda. Ao ver Seus discípulos colhendo grãos no sábado, Ele cita os sacerdotes: "Ou não lestes na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?" (Mt 12:5).


​A Exceção Sacerdotal


Por que o sacerdote era inocente ao "trabalhar"? Porque o serviço ao Templo e à presença de Deus está acima do rito do descanso. O trabalho do sacerdote é sagrado, logo, ele não viola o sábado; ele o cumpre através do serviço.


​A Superioridade de Cristo


Jesus afirma ser "maior do que o Templo". Se os sacerdotes eram inocentes servindo a pedras e ouro, quanto mais os discípulos estariam "sem culpa" servindo ao próprio Deus encarnado!


​CAPÍTULO 4


O Sacerdócio Real e o Templo Vivo


​Aqui chegamos à conclusão mais poderosa de toda esta exposição: O status e a localização do cristão mudaram.

​Na Antiga Aliança, havia uma distinção clara: onze tribos paravam suas atividades (leigos) e uma tribo continuava o trabalho (sacerdotes). Por que os sacerdotes eram "sem culpa" ao trabalhar no sábado? Porque eles estavam dentro do Templo.O Templo santificava o trabalho.


​O Cristão como Templo Móvel


Na Nova Aliança, Paulo afirma: "Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo?" (1 Coríntios 6:19).


​Serviço Ininterrupto


Se nós somos o Templo e somos os sacerdotes, então todo o nosso agir acontece "dentro da presença". Não existe um momento em que o cristão "sai" do Templo para violar o sábado, pois o Templo caminha conosco. E a revelação é esmagadora, jamais o Cristão vai violar o sábado fora do templo por quê o cristão é o próprio templo, o Cristão mora no templo junto com Deus assim como o sacerdote habitava junto com Deus no templo da antiga aliança.


​A Impossibilidade da Violação


Assim como o sacerdote no Antigo Testamento jamais violava o sábado enquanto servia no santuário, nós, como habitação viva do Espírito, estamos em um estado de serviço sacerdotal contínuo. Estamos "sem culpa" porque a habitação de Deus em nós é ininterrupta.


​CONCLUSÃO 


Vivendo no Sétimo Dia


​O cristão não "guarda" o sábado; ele é guardado pelo Senhor do Sábado. Nossa vida é um sétimo dia contínuo.

​Entendemos que o descanso de Josué era geográfico e limitado, mas o descanso de Jesus é espiritual e infinito. O "Hoje" de Hebreus 4 fundiu-se com o "Sem Culpa" de Mateus 12. Somos um povo de sacerdotes que não precisa cessar o trabalho para encontrar Deus, pois Deus habita em nós. Como templos vivos, nosso sábado não é um dia que chega e vai embora; é a Presença que habita e permanece.


​A Cristo toda a honra, toda a glória e todo o louvor. Amém.


LIGA CRISTÃ CONTRA AS HERESIAS

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

JOÃO BATISTA ERA A REENCARNAÇÃO DE ELIAS?

A reencarnação foi a muleta filosófica que apoiou a crença dos que estavam em trevas filosoficas até a vinda de Jesus Cristo. Se a reencarnação fosse de fato algo que fosse proveitoso e fosse verdade Jesus Cristo a teria ensinado abertamente sem nenhum Enigma. 

O erro do Espiritismo é querer reinterpretar a passagem bíblica onde Jesus está dizendo que João Batista era Elias,  mas o contexto ali não aponta para uma mesma pessoa renascendo em outro corpo. O que Jesus estava revelando  ali era que algumas características pessoais que estavam manifestadas em Elias se manifestariam também em outra pessoa de uma forma muito semelhante, porque tanto João quanto Elias usavam Vestes de pelo de camelo e se alimentavam de gafanhotos, além do mais o Espírito e poder que estava sobre Elias não eram dele e sim do Deus todo poderoso que se manifestava no Antigo Testamento como o Espírito Santo ainda não revelado em toda sua plenitude, e o Espírito Santo foi revelado no Novo Testamento sobre João porque também João manifestou os poderes do Espírito Santo da mesma forma como em Elias se manifestava e esta foi a razão porque o texto diz que João viria no espírito e poder de Elias, o texto está se referindo ao Espírito Santo e não ao Fôlego de vida de Elias, era nessa similitude que Jesus estava mostrando que Elias e João tinham o mesmo poder porque vinha do mesmo Deus a quem eles serviam. A interpretação Espírita é carente de exegese e hermenêutica bíblica corretas, interpretando o texto ao gosto da Freguesia do segmento espírita e consequentemente se revela como uma mentira transformada na forma de misticismo e mistificação filosófica.

João Batista e Elias, embora não fossem a mesma pessoa, compartilhavam do mesmo "espírito e poder" de Deus, conforme descrito em textos bíblicos. João foi considerado o Elias profetizado para preparar o caminho para o Messias, Jesus, devido à sua mensagem semelhante de arrependimento e à sua ousadia em confrontar o pecado. Ambos demonstraram coragem em defender a verdade e resistir ao mal, pregando a vontade de Deus com fervor. 

Jesus se referiu a João Batista como o Elias que havia de vir, indicando que João desempenhou um papel crucial na preparação do caminho para a vinda do Messias. 

Ambos, João e Elias, pregaram um chamado ao arrependimento e à obediência a Deus, confrontando a idolatria e a injustiça de seus tempos. 

João Batista, embora não fosse a reencarnação de Elias, manifestou o mesmo espírito e poder de Deus, sendo guiado pelo mesmo Espírito Santo que inspirou Elias. :

Ambos os profetas demonstraram grande coragem e ousadia em confrontar líderes religiosos e políticos que se desviavam dos caminhos de Deus, defendendo a verdade com fervor.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

O CRISTÃO E O SÁBADO

 COMO OS CRISTÃOS DEVEM GUARDAR O SÁBADO?


A guarda do sábado sempre foi algo muito controverso na história do cristianismo. Várias denominações neo judaístas tentam levar os servos de Deus em Cristo na direção de obedecer esse mandamento, e fazem extensivas teologias no sentido de fazer o povo entender de que forma esse sábado deve ser guardado na Nova Aliança. Mas eu vou apresentar aqui, baseado nas escrituras, como realmente o sábado deve ser guardado pelos cristãos, vou apresentar argumentos e conceituar segundo a Bíblia o que é guardar o sábado. 

Eu não vou fazer como muitos apenas negar que devemos guardar o sábado, mas existem contextos que devem ser considerados nessa exposição que vou fazer e uma delas está em que o sábado foi mais esclarecido por Jesus Cristo do que por qualquer outro escritor, nem Moisés conseguiu transmitir realmente o significado de guardar o sétimo dia da semana, somente Jesus Cristo conseguiu transmitir de fato o verdadeiro sentido de guardar o sábado. Quero deixar desde já que as palavras chave aqui nessa exposição são: sacerdote, trabalho e violação. 


O TEXTO REVELADOR 


"Ou não lestes na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?"

    

Mateus 12:5


Jesus Cristo tinha iniciado o seu ministério de pregações e estava acompanhado de seus discípulos, nessa empreitada à medida que ele ia avançando nas regiões das circunvizinhanças de Jerusalém, um dia ele precisou percorrer pelas searas e seus discípulos tiveram fome, então naquele momento eles começaram a pegar grãos e a comer, mas algo despertou nos olhares daqueles que os observavam, uma reprimenda aos discípulos de Cristo, porque aquele dia era o Shabat:


"Naquele tempo passou Jesus pelas searas num dia de sábado; e os seus discípulos, sentindo fome, começaram a colher espigas, e a comer. Os fariseus, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos estão fazendo o que não é lícito fazer no sábado."

    

Mateus 12:1-2


Jesus estava fazendo a obra da evangelização e ele mesmo não repreendeu os discípulos por estarem fazendo a debulha dos grãos, bem ali na na sua frente, embora realmente isso fosse proibido pela lei mosaica, porque era proibido alguém fazer qualquer tipo de trabalho naquele dia, fosse ele trabalho de sustento da família ou qualquer outra atividade que necessitasse erguer qualquer objeto e até mesmo se alimentar era proibido, era proibido também acender fogo, carregar lenha e manusear qualquer utensílio de cozinha ou qualquer outra coisa que viesse denotar esforço físico em qualquer nível. Mas Cristo não repreendeu os discípulos. 

A lei de Deus é muito direta nesse particular vejamos o que diz o texto a respeito da Guarda do Shabat:


"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas."

    

Êxodo 20:8-10


Desde quando Deus instituiu a guarda do sábado no meio da caminhada no deserto, quando de fato ele foi mencionado pela primeira vez aqui:


"E ele lhes disse: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, sábado santo ao Senhor; o que quiserdes assar ao forno, assai-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para vós, guardando-o para amanhã. Guardaram-no, pois, até o dia seguinte, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal, nem houve nele bicho algum. Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. Mas aconteceu ao sétimo dia que saíram alguns do povo para o colher, e não o acharam. Vede, visto que o Senhor vos deu o sábado, por isso ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; fique cada um no seu lugar, não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia. Assim repousou o povo no sétimo dia."

    

Êxodo 16:23-27, 29-30


Então a partir daí nenhuma tribo de Israel poderia violá-lo sob pena de morte. Existe até o caso de um homem que foi encontrado carregando lenha no sábado e isto foi fatal para ele:


"Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer."

    

Números 15:32-34


O que aconteceu foi que aquele homem foi condenado porque violou o sábado trabalhando no ato de carregar lenha, porque a proibição é que não se deve carregar cargas no dia de sábado como diz em outro trecho da Bíblia, vejamos:


"Naqueles dias vi em Judá homens que pisavam lagares no sábado, e traziam molhos, que carregavam sobre jumentos; vi também vinho, uvas e figos, e toda sorte de cargas, que eles traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles quanto ao dia em que estavam vendendo mantimentos. Então contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado? Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? Contudo vós ainda aumentais a ira sobre Israel, profanando o sábado. E sucedeu que, ao começar a fazer-se escuro nas portas de Jerusalém, antes do sábado, eu ordenei que elas fossem fechadas, e mandei que não as abrissem até passar o sábado e pus às portas alguns de meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado. Protestei, pois, contra eles, dizendo-lhes: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão em vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado."

    

Neemias 13:, 15, 17-19, 21


Então a sentença daquele homem foi realmente a pena de morte como estava prescrito na lei de Moisés, simplesmente pelo fato dele ter carregado lenha


"Então disse o Senhor a Moisés: certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levaram-no, pois, para fora do arraial, e o apedrejaram, de modo que ele morreu; como o Senhor ordenara a Moisés."

    

Números 15:35-36


É assim que a lei trata aqueles que violam o sábado. Mas vejamos o caso dos discípulos então, ora eles tinham que ser realmente eu estou falando de uma pedrejamento real e não figurado como fizeram com aquele homem apanhando lenha no sábado, Jesus deveria ser o primeiro a ordenar o apedrejamento dos discípulos que estavam colhendo grãos com as mãos porque a ordem sabática é não carregar nenhuma carga em dia de sábado, até um grão sobre uma das mãos é uma carga, ainda que Pequena, mas é. Mas é aqui que entra o ponto principal da minha argumentação, do porquê os discípulos não foram apedrejados como ordenava a lei de Deus.

Vamos retornar ao ponto aonde paramos, aonde Cristo tá discursando, aos que estavam acusando os discípulos, então Cristo mostrou naquele momento primeiramente Davi quando estava fugindo de Saul a qual procurava matar a fome tanto de si mesmo quanto dos homens que estavam com ele, e é surpreendente a visão do que está acontecendo ali, Davi não encontrou comida diante de uma mesa para chegar e ir se alimentando com um banquete feito pelo sacerdote Abiatar, O sacerdote só tinha naquele momento os pães da proposição, pães que eram santificados do qual somente sacerdotes poderiam se alimentar dele. Ninguém mais poderia comer daquele pão, mas naquele momento Davi pela necessidade da Fome clamou ao sacerdote, implorou a ele para que pudesse comer e o sacerdote ofereceu os pães da proposição, os pães Santíssimos. E Davi com seus homens comeram dos pães, vejam bem, o sacerdote violou a lei de Deus debaixo do templo de Deus, mas o que estava em jogo ali não era cumprir a lei a qualquer custo e sim antes exercer a misericórdia e era essa a função do sacerdote também e entre exercer a exigência da letra e exercer a misericórdia ele preferiu a misericórdia, alimentando Davi e seus homens com aqueles pães as quais era proibido a eles comer. Depois Jesus Cristo lança outra palavra dizendo que os sacerdotes violavam a lei mas ficavam inculpaveis diante dela. E a causa da inculpabilidade era porque eles exerciam também a misericórdia antes, do que apenas exercer a pena da lei cegamente. É por isso que no texto sequente Jesus Cristo fala assim:


 Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não condenaríeis os inocentes.

    

Mateus 12:7


A VIOLAÇÃO INCULPAVEL 


Diante daquele exposto, era para os que estavam culpando os discípulos ficarem estupefatos pela revelação que ali estavam recebendo. Eles nem sequer pararam para pensar assim - mas afinal de contas aonde é que os sacerdotes violam a Lei e ficam sem culpa?. 

Na verdade o que Jesus estava esclarecendo ali naquele momento, era que Davi assim como os discípulos precisavam se alimentar e diante desta necessidade o sacerdote Abiatar não poderia ser culpado de estar violando a lei, porque ele estava exercendo a misericórdia, da mesma forma como Cristo estava exercendo a misericórdia para com seus discípulos deixando alimentarem-se dos grãos.

Desta forma podemos entender que a guarda do sábado pelos sacerdotes é diferente em relação às outras 11 tribos enquanto as outras 11 tribos exerciam sua guarda na forma da dura letra os sacerdotes exerciam na forma espiritual, com misericórdia, com fé.


JESUS O SACERDOTE INCULPAVEL 


Agora vamos para o fato de que Jesus estava revelando que o sacerdote estava violando o sábado, todavia nenhuma culpa estava caindo sobre ele, dessa forma ele não recebia a sentença de morte.  O que Jesus estava mostrando, como já expliquei linhas antes, era que, era diferente a forma como o sacerdote guardava o sábado, diferentemente das 11 tribos que não podiam trabalhar no sábado, mas ele, o sacerdote, já estava vindo de um turno de trabalho semanal que deveria ser continuado no sábado. Porque naquele dia, no sábado, ele também tinha que fazer as mesmas coisas que fazia durante os seis dias anteriores ou seja ele continuava trabalhando, fazendo assim um turno Diário de sete dias de trabalho semanal. Vamos ver o que os sacerdotes deveriam fazer durante os seis dias anteriores que eram chamados de holocausto contínuo antes do sábado.


"Disse mais o Senhor a Moisés: Ordena aos filhos de Israel, e dize-lhes: A minha oferta, o alimento para as minhas ofertas queimadas, de cheiro suave para mim, tereis cuidado para ma oferecer aos seus tempos determinados. Também lhes dirás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao Senhor: dois cordeiros de um ano, sem defeito, cada dia, em contínuo holocausto. Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro à tardinha, juntamente com a décima parte de uma efa de flor de farinha em oferta de cereais, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido. Este é o holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor. A oferta de libação do mesmo será a quarta parte de um him para um cordeiro; no lugar santo oferecerás a libação de bebida forte ao Senhor. E o outro cordeiro, oferecê-lo-ás à tardinha; com as ofertas de cereais e de libação, como o da manhã, o oferecerás, oferta queimada de cheiro suave ao Senhor."

    

Números 28:1-8


Mas aí acontece um hiato. Depois do sexto dia e esse ato era surpreendente, embora às 11 tribos não percebessem, mas o sacerdote também trabalhava no sétimo dia semanal ou seja no Shabat isso é tão verdade que vejamos o texto que fala sobre isso:


 "No dia de sábado oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, com a sua oferta de libação; é o holocausto de todos os sábados, além do holocausto contínuo e a sua oferta de libação."

    

Números 28:9-10


Então vejam só, nesse dia o sacerdote carregava a lenha, acendia o fogo, carregava  a oferta do holocausto nos braços ou seja o cordeiro tinha que ser carregado de um lugar para outro, assim como a lenha e também os utensílios e acender o fogo, o que era proibido fazer no dia de sábado sob pena de morte. Mas tudo isso os sacerdotes faziam e não acontecia nada com eles porque a ordem de eles guardarem o sábado era desta forma, ou seja, TRABALHANDO.


CRISTO E SEUS SACERDOTES NA NOVA ALIANÇA 


Cristo estava ensinando naquele momento que ele como sacerdote da Nova Aliança poderia também fazer o que os sacerdotes da antiga faziam, ou seja, trabalhando para o pai da mesma forma que o sacerdote trabalhava na antiga aliança; vejamos a revelação disto nas palavras do nosso senhor Jesus, o texto que eu vou mostrar agora refere-se exatamente a esse contexto sabático


"Por isso os judeus perseguiram a Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus."

    

João 5:16-18


De quebra perceberam que ele estava violando o sábado e que Jesus era igual a Deus, mas esse ultimo assunto fica para outra postagem."

Podemos notar nesse texto então que tanto Jesus estava trabalhando violanxo o sábado quanto os judeus não entendiam que assim como aquele sacerdote da antiga aliança trabalhava Jesus também podia trabalhar e assim ele estava explicando no texto de Mateus 12 que os discípulos podiam fazer aquelas coisas porque estavam trabalhando para Deus, como sacerdotes dele e não como sacerdotes de qualquer outra natureza, ele não só estava evidenciando o sacerdócio dos discípulos como ele mesmo estava assentando o seu próprio sacerdócio diante deles Mas é claro na posição de Sumo Sacerdote, porque Cristo é Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque e mesmo como sacerdote de Melquisedeque ele também podia trabalhar no sábado fazendo a obra de Deus.


"De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei."

    

Hebreus 7:11-12


O SACERDÓCIO DE CRISTO HOJE


Mas e nós cristãos como é que ficamos nessa situação diante da realidade do sacerdócio Real em Cristo? porque sacerdote somos de Deus e isso está revelado em várias passagens da Bíblia vejamos:


 vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.

    

1 Pedro 2:5


 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

    

1 Pedro 2:9


 e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém.

    

Apocalipse 1:6


 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

    

Apocalipse 5:10


 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.

    

Apocalipse 20:6


Desta forma a nós está conferido o ofício de sacerdotes de Cristo na terra, o sacerdote da antiga aliança trabalhava 7 dias por semana e não descansava como as 11 tribos descansavam. Eles simplesmente trocavam de turno e continuavam trabalhando mesmo no Shabat. Então os cristãos atuais não devem se preocupar em guardar o sábado deixando de fazer algo ou melhor dizendo deixar de fazer algum trabalho físico, porque não era assim que o sacerdotes guardavam o sábado.

Agora que está esclarecido a nossa posição sacerdotal diante de Deus através do ministério em Cristo podemos ver que nosso sacerdócio tem plena liberdade para trabalhar independente da lei do descanso obrigatório.


GENTIOS GUARDAVAM O SHABAT? 


Quando algum Gentio era convertido ao judaísmo ele guardava o sábado também, mas como estrangeiro dentro das portas de Jerusalém, desta forma através da conversão eles então participavam desse mandamento, mas fora do mandamento, apenas como gentios, eles não eram obrigados a guardá-lo. 

Então nós temos três situações diferentes, temos a guarda do sábado como judeus, temos a guarda do sábado como gentios, e temos a guarda do sábado como cristãos, cada uma dessas três situações devem ser vistas em seu próprio contexto. Veja que o contexto Cristão é sui gêneris, é totalmente diferente.

Mas vejamos como cristãos, como isso deve ser feito. Algumas seitas judaístas ou Neo judaístas obrigam seus membros a não fazerem nada em dia de sábado, os Adventistas por exemplo não saem de suas casas dia de sábado para trabalhar em seus serviços seculares eles não vão até as empresas aonde estão como empregados e não fazem nem serviços domésticos como por exemplo pintar uma parede da manutenção na casa em alguma janela ou no telhado ou mesmo no carro na moto ou qualquer outro serviço que exija carregar cargas ou serviço braçal, inclusive existe uma lei aqui no Brasil que dá apoio para os movimentos religiosos que guardam o sábado e eles até gozam de um privilégio de não ir trabalhar no sábado em suas empresas as quais estão empregados. 

Mas essas seitas estão totalmente enganadas e ensinam erroneamente a forma de guardar o sábado como sacerdotes de Cristo, porque como já foi visto linhas acima os sacerdotes da Lei não ficavam imóveis, parados, sem fazer nada no sábado, como as 11 tribos faziam. 

Eles simplesmente trabalhavam, eles davam continuidade aos seus ofícios no dia de sábado como se estivessem trabalhando em qualquer outro dia da semana e como já foi visto, eles não recebiam culpa nenhuma por essa violação, porque já estava posto pelo próprio Deus que era assim que eles deveriam fazer, portanto está errado o ensino que diz que um cristão não deve ir trabalhar em seu emprego secular aonde estiver empregado numa empresa, porque o trabalho que ele deve realizar ali em dia de sábado deve ser uma continuidade do que ele já faz durante todos os dias da semana. 

O cristão vive para trabalhar para Jesus durante 24 horas sem interrupção. Porque toda a vida do crente é uma adoração contínua e um trabalho de culto a Deus, então não importa qual o dia da semana ele esteja fazendo a sua obra, todos os dias são importantes de acordo com o contexto que vimos.

O sacerdote da antiga aliança não parava de trabalhar para descansar no sábado, o descanso dele já era quando ia descansar todos os dias no descanso da noite, quando ia dormir, mas durante o dia estava sempre em atividade, seja pela manhã seja pela tarde e no dia de sábado a mesma coisa acontecia, da mesma forma os cristãos por terem sua fé diária devem trabalhar para Cristo diuturnamente, fazendo o seu culto devocional lendo as escrituras e sempre que puder, seja de noite seja de dia, falar de Cristo para alguém, se ele fizer isso pelo menos uma vez por dia, ele já está fazendo o seu trabalho sacerdotal na Nova Aliança, se um cristão não for trabalhar na sua empresa a qual está empregado, no dia de sábado, então ele estará descumprindo a lei de Deus, estará na verdade descumprindo a vontade do senhor de ganhar aquelas almas que estão ali para Cristo, Porque para Deus o importante não é ele ficar em casa deixando aquelas almas sem ouvir a palavra de Deus com dia e hora marcadas, porque se todos os sábados nenhum crente estiver nos seus empregos para pregar a palavra de Deus para alguém, então ele simplesmente estará sendo omisso e fazendo culto a Deus em vão. 

Trabalhar para Deus de verdade não é o trabalho secular, mas sim o trabalho sacerdotal de pregar a Cristo todos os dias o holocausto de Deus, Jesus como o cordeiro de Deus que morreu por toda a humanidade, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo deve ser pregado de domingo a sábado e não apenas de domingo a sexta, inclusive ali onde existem vidas nas empresas, aonde cristãos estão empregados e podem pregar para elas.

Desta forma amigos é que o cristão deve agir na terra no sacerdócio real, imitando o sacerdote da antiga aliança ou seja trabalhando. Para nós cristãos, não existe seis dias de trabalho e um de descanso, para nós todos os dias são de Deus e também no Shabat para ganhar almas para Cristo.


Que Deus em Cristo abençoe a todos amém.

sábado, 14 de outubro de 2023

O SACERDÓCIO CRISTÃO E A POSIÇÃO FEMININA NELE

 GRAÇA E PAZ A TODOS


Ensino em Palavras chave: selo e sacerdócio 

Textos: 

a) Romanos 4:11  

E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles, também, na incircuncisão; a fim de que, também, a justiça lhes seja imputada;

b) Efésios 1:13

Em quem, também, vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa,

Introdução

Uma das grandes evidências no Antigo Testamento de que não existia o sacerdócio feminino é porque a chamada era exclusivamente para aqueles que tinham o selo da circuncisão, ou seja, apenas homens podiam receber a separação ao sacerdócio, e toda a linhagem da Tribo de Levi possuía essa outorga, como a única tribo que podia exercer o sacerdócio. O selo da circuncisão foi dado a Abraão inicialmente (Gn17. 10-14) seguidamente a isto toda a sua descendência depois veio receber este selo, o selo não era apenas  um sinal da Aliança mas era a garantia de que Aquela aliança tinha validade como pacto entre Deus e o povo que viria por Abraão, Israel.

A NOVA ALIANÇA UMA NOVA PERSPECTIVA DE PACTO

Mas então o plano de Deus seguiu-se cumprindo-se em Cristo e aquele povo que antes foi escolhido como  o único povo do pacto, deveria agora ser colocado um pouco de lado, para que uma nova aliança Viesse a se estabelecer entre Deus e o homem. 

Todavia aquela Nova Aliança não seria feita como a antiga, em que apenas um povo específico de uma nação especifica que recebeu o selo, agora Deus estabeleceu a reunião de qualquer ser humano nesta Nova Aliança e sendo assim o formato sacerdotal viria em outra configuração, seria universal. 

Como o pacto da velha aliança estava marcado pelo selo da circuncisão em que apenas os machos recebiam este selo, mas agora no selo da Nova Aliança todos, inclusive as mulheres, viriam receber este selo, porque ao contrario da antiga, na nova configuração como diz em Efésios, agora o selo de Deus não era mais feito com o corte da carne do prepúcio masculino, mas uma marca em que o local deste selo já não era mais físico, mas espiritual e sendo assim esta marca espiritual, que agora  é feito no coração humano, está fazendo agora com que o sacerdócio pudesse ser executado não só pelos homens, mas também pelas mulheres, já que tanto homens quanto mulheres recebem este selo. E é muito mais evidente ainda isto porque em tudo as mulheres participam desde a hora que são batizadas no nome de Jesus Cristo quando elas recebem Jesus como salvador, assim como os homens, e quando são batizadas nas águas também em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo assim também como ocorre com os homens. Então podemos entender aqui nesse estudo aonde a unção de Deus tem me ensinado que assim, as mulheres têm sim direito por filiação espiritual com o selo do Espírito ao sacerdócio para executa-lo na Nova Aliança, nós podemos ver essa evidência também quando a palavra de Deus diz

1 Pedro 2:9-10 

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.

Como podemos ver nesse texto agora nós não somos apenas selados com o Espírito Santo mas temos também o título de "povo de Deus" evidenciando o que foi falado antes, que Deus não só separou um povo exclusivo para si, mas também o chamou de povo de Deus e sacerdocio real, e esse povo de Deus e sacerdocio real, é formado por todos os seres humanos que serão chamados em todo o planeta e não apenas por uma tribo específica ou povo nacional específico, e nessa mistura de seres humanos de qualquer língua, povo, tribo ou nação é formado então um povo separado para ele mas dentro de um paralelismo com o povo de Israel que antes apenas como unica tribo exercia o sacerdócio. Nós somos cristãos. também agora somos chamados de povo exclusivo e sacerdócio Santo e como o povo separado de Deus já não há mais diferença entre homem e mulher livre e escravo Pois todos somos um em Cristo, veja

Gálatas 3:26-28 (JFA)  Porque todos sois filhos de Deus, pela fé em Cristo Jesus.

Porque, todos quantos fostes baptizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo.

Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há masculino nem feminino; porque todos vós sois um, em Cristo Jesus.

Então Deus chama a todos os seres humanos, tanto homens quanto mulheres a abraçar esse sacerdócio reall. Então se basear no velho testamento para dizer que não existe o sacerdócio feminino, não é coerente nem válido porque o selo da Aliança do velho testamento era feito apenas nos homens que isso limitava com que as mulheres pudessem exercer um sacerdócio, mas o selo da Nova Aliança é feito tanto em homens quanto em mulheres e todos, tanto homens quanto mulheres no novo testamento são chamados de sacerdócio real, logo é salutar pensar que o pastorado não foi entregue apenas aos homens, porque assim como o homem que está integralmente selado, a mulher tambem, e sendo assim, como sacerdotisa de Deus pode abraçar também o pastorado e tornar-se pastora, líder de uma congregação juntamente com seu marido que também terá esse título já que ambos Como diz a palavra de Deus "são uma só carne" e ambos vão comungar do mesmo sacerdócio Santo.

O SACERDÓCIO CRISTÃO E A PLENITUDE FEMININA

​I. A TRANSIÇÃO DOS SELOS: DA LEI À GRAÇA

​A limitação do sacerdócio no Antigo Testamento era uma extensão direta do selo da circuncisão. Sendo um rito exclusivamente masculino, ele estabelecia uma barreira física para o serviço sagrado. Na Nova Aliança, o selo é o Batismo e o penhor do Espírito Santo, aplicados a todos sem distinção.

​Fundamento: "Porque todos vós sois um em Cristo Jesus... não há masculino nem feminino" (Gálatas 3:26-28). Se o selo da salvação e da pertença é universal, o selo para o serviço (sacerdócio) também o é. Barrar o ministério feminino é tentar retroceder ao regime limitado da Lei.

​II. A UNIDADE MINISTERIAL: "UMA SÓ CARNE"

​O pastorado exercido por um casal é a manifestação da unidade estabelecida por Deus desde o Éden. Se marido e mulher são "uma só carne" (Gênesis 2:24), eles comungam do mesmo sacerdócio santo. A mulher, como sacerdotisa de Deus, pode abraçar o pastorado juntamente com seu marido, exercendo uma liderança baseada na comunhão e na unidade funcional do matrimônio. Ambos estão integralmente selados para o mesmo propósito.

​III. A CRISTOCENTRICIDADE DA AUTORIDADE

​Um ponto crucial desta defesa é a compreensão da hierarquia bíblica: O único cabeça da Igreja é Cristo (Efésios 5:23).

​A Posição do Ministro: O título de pastor não coloca o ser humano como "cabeça", mas como um servo submetido à Autoridade Suprema.

​A Ligação Direta: Tanto homens quanto mulheres estão ligados diretamente à Cabeça (Cristo). No exercício pastoral, a mulher permanece abaixo de Cristo, nunca se colocando como fonte de autoridade própria, mas como despenseira da autoridade d'Ele. Assim, o pastorado feminino não rompe a ordem divina, pois mantém Cristo no topo de toda liderança.

​IV. A INDIFERENÇA DE GÊNERO NA DISTRIBUIÇÃO DOS DONS

​Refutamos a heresia de que existam "dons masculinos" ou "femininos". O Espírito Santo distribui as capacitações "a cada um como quer" (1 Coríntios 12:11).

​A Soberania do Espírito: Se Deus concede o dom de governo, ensino ou profecia a uma mulher, Ele a autoriza perante o mundo espiritual. Impedir esse exercício baseado na anatomia é resistir à soberania do Espírito Santo, que prometeu derramar Sua unção sobre filhos e filhas (Atos 2:17).

​V. A DISTINÇÃO ENTRE OFÍCIO E LAR

​É fundamental considerar que o exercício do pastorado feminino não anula a ordem bíblica da família, pois existe uma distinção clara entre a jurisdição eclesiástica e a jurisdição familiar.

​Esferas Diferentes: No ambiente da igreja, rege a Lei Episcopal e o ofício ministerial; no ambiente do lar, rege a Lei da Aliança Matrimonial. O casamento foi proposto entre cônjuges, não entre cargos.

​Harmonia de Papéis: Uma pastora pode exercer a liderança na congregação e, simultaneamente, viver em submissão ao marido no lar. O título eclesiástico não altera a proposta original do casamento, garantindo que a ordem familiar permaneça intacta enquanto o serviço ao Reino é plenamente realizado.

​VI. CONCLUSÃO

​A Liga Cristã contra as Heresias afirma que o ministério pastoral é uma questão de vocação, caráter e selo espiritual. O sacerdócio real pertence a todos os que se revestiram de Cristo. Homens e mulheres são co-herdeiros da mesma graça e parceiros na edificação do Reino de Deus, cada um operando em sua esfera com ordem, decência e autoridade divina.

​Que Deus em Cristo abençoe a todos 


 Luiz Edinaldo Trindade 


domingo, 16 de outubro de 2022



 A VIRGINDADE PERPÉTUA DE MARIA 


Este debate entre os cristãos  sobre se Maria permaneceu virgem ou não depois do nascimento de Jesus já duram mais de 18 séculos. 


Vejamos o que diz o Dogma 


Este dogma refere-se à Maria sempre virgem: antes, durante e depois do parto e sua concepção milagrosa. Os cristãos dos primeiros séculos proclamaram essa convicção de fé mediante a palavra grega “aeiparthenos” – “sempre virgem”, criado para qualificar de modo particular e eficaz a pessoa de Maria. No ano 649, durante o Concílio de Latrão, o Papa Matinho I assim afirmou: “Se alguém não confessa de acordo com os santos Padres, propriamente e segundo a verdade, como Mãe de Deus, a santa, sempre virgem e imaculada Maria, por haver concebido, nos últimos tempos, do Espírito Santo e sem concurso viril gerado incorruptivelmente o mesmo Verbo de Deus, especial e verdadeiramente, permanecendo indestruída, ainda depois do parto, sua virgindade, seja condenado”.


 

Tendo-Se encarnado na santa gloriosa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, nasceu dela” (DS 422)


A expressão “sempre Virgem” é retomada pelo II Concílio de Constantinopla (553), que afirma: o Verbo de Deus, “tendo-Se encarnado na santa gloriosa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, nasceu dela” (DS 422). Esta doutrina é confirmada por outros dois Concílios Ecumênicos: o Lateranense IV (1215) (DS 801) e o Concílio de Lião (1274) (DS 852), e pelo texto da definição do dogma da assunção (1950) (DS 3903), no qual a virgindade perpétua de Maria é adotada entre os motivos da sua elevação, em corpo e alma, à glória celeste.


ERRANDO POR FALTA DE CONHECIMENTO


No tempo em que foram formuladas essas doutrinas Por volta do século II eles não tinham conhecimento científico como temos hoje sobre detalhes da anatomia humana, no campo da ginecologia, e muitos detalhes na historia de partos normais em mulheres que não sangraram no ato sexual até passaram despercebidos diante de seus olhos. Porque possuiam o seu himen resistente a pressão fisica. O hímen no seu estado natural é uma membrana que fica na entrada da vagina e essa membrana testifica que uma mulher é virgem. segundo a natureza do corpo humano feminino. Somente na cópula do ato sexual a mulher tem o himen rompido e assim a mulher deixa de ser virgem, mas até mesmo a virgindade teve seus aspectos curiosos, porque muitas mulheres não sangravam no ato sexual e isso colocava muitas delas em apuros porque possuiam (e nem elas sabiam) o que a ciência definiu de hímen complacente. 

Estas mulheres ao longo da história  foram até mesmo julgadas e mortas como prostitutas porque em muitas culturas a avaliação de que a mulher é virgem vinha no momento da relação sexual entre elas e seus maridos na primeira relacão sexual.   Por não darem a seus maridos à prova de que eram virgens, porque o sangramento vaginal no momento da relação sexual era a prova de que elas eram virgens no dia do matrimônio, por isso muitas delas foram tomadas como impuras por não possuírem, ou melhor, por não darem a seus maridos à prova de que eram virgens, porque o sangramento vaginal no momento da relação sexual era (e ainda é em muitas culturas) a prova de que elas eram virgens.    


A GRAVIDEZ MIRACULOßA


Agora vejamos o que aconteceu com Maria. A jovem Maria,  quando foi visitada pelo anjo Gabriel, estava virgem. Então ela recebeu o anúncio de que ficaria grávida mas só que de uma forma totalmente miraculosa


Lucas 1:26-31 (JFA)


O  E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,

A uma virgem, desposada com um varão, cujo nome era José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria.

E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

E, vendo- o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus;

E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai;

E reinará eternamente na casa de Jacob, e o seu reino não terá fim.

E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço varão?

E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que, também, o Santo, que de ti há-de nascer, será chamado Filho de Deus.


Dessa forma então estava decidido pela parte de Deus que Maria teria que ficar grávida virgem e nenhum homem a conheceria antes de ter Jesus. Estava feito. 


A DESVIRGINAÇAO DE MARIA FOI UM PROCESSO NATURAL QUE A DEIXOU INCULPAVEL DIANTE DE DEUS


Agora vejamos o que aconteceu para que Maria não permanecesse mais virgem depois do parto. Como nós vimos aqui, existem mulheres que tem o himen complacente  e assim mesmo depois da relação sexual elas permanecem virgens. Mas tem uma coisa que acontece com todas as mulheres que possuem himen complacente. É que depois do parto todas elas perdem essa virgindade. Ora se mesmo esse tipo de virgindade pode ser rompido  imagine em um himen normal. Não sabemos se Maria tinha o hímen complacente Mas mesmo que ela tivesse ele seria rompido pelo processo natural do nascimento do bebê. Então podemos concluir seguramente que Jesus ao nascer rompeu o hímen de Maria e assim ela não permaneceu virgem depois do parto. Esse é um detalhe que até mesmo a medicina de dois mil anos atrás desconhecia. Quando o texto de Isaías fala que a virgem conceberia o texto está falando da Concepção não do parto porque sobre o parto o texto não fala nada. Afinal a concepção acontece dentro do útero e é o momento em que um óvulo é fertilizado, é claro que Maria não teve relações sexuais com um homem mas o seu óvulo foi fertilizado diretamente pelo Espírito Santo. Como ele fez isso é uma coisa que não há explicação Ele apenas fez e aconteceu. É por isso que diz na palavra que Jesus foi gerado do Espírito Santo. Jesus jamais poderia ter passado pelo canal vaginal e conseqüentemente pelo hímen no momento do Nascimento sem tê-lo rompido. Católicos inventam o tal de um milagre para que ela permanecesse virgem mesmo depois do parto que a Bíblia não registra nem mostra, não existe sequer exegese possível para firmar isso nas escrituras ou seja não há embasamento contundente para formular tal conclusão. Até porque os cristãos estavam na ignorância de uma medicina Ainda em construção, então isso impediu que eles vissem a verdade de uma forma tão natural quanto possivel.   Por um acaso isso impediria de Maria ser feliz no seu casamento com José ou impediria de ela ter outros filhos com ele? de forma nenhuma. De fato José não desvirginou Maria. Maria foi desvirginada pela natureza do parto. E teve outros filhos com José e viveu feliz para sempre com a sua família cumprindo a benção do Salmo que diz


Salmos 128:3-4 (JFA)  


A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.

Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor.


Maria  e José não iam ficar de fora dessa benção e nem queriam.


Paz e graça a todos