sábado, 14 de outubro de 2023

O SACERDÓCIO CRISTÃO E A POSIÇÃO FEMININA NELE

 GRAÇA E PAZ A TODOS


Ensino em Palavras chave: selo e sacerdócio 

Textos: 

a) Romanos 4:11  

E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles, também, na incircuncisão; a fim de que, também, a justiça lhes seja imputada;

b) Efésios 1:13

Em quem, também, vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa,

Introdução

Uma das grandes evidências no Antigo Testamento de que não existia o sacerdócio feminino é porque a chamada era exclusivamente para aqueles que tinham o selo da circuncisão, ou seja, apenas homens podiam receber a separação ao sacerdócio, e toda a linhagem da Tribo de Levi possuía essa outorga, como a única tribo que podia exercer o sacerdócio. O selo da circuncisão foi dado a Abraão inicialmente (Gn17. 10-14) seguidamente a isto toda a sua descendência depois veio receber este selo, o selo não era apenas  um sinal da Aliança mas era a garantia de que Aquela aliança tinha validade como pacto entre Deus e o povo que viria por Abraão, Israel.

A NOVA ALIANÇA UMA NOVA PERSPECTIVA DE PACTO

Mas então o plano de Deus seguiu-se cumprindo-se em Cristo e aquele povo que antes foi escolhido como  o único povo do pacto, deveria agora ser colocado um pouco de lado, para que uma nova aliança Viesse a se estabelecer entre Deus e o homem. 

Todavia aquela Nova Aliança não seria feita como a antiga, em que apenas um povo específico de uma nação especifica que recebeu o selo, agora Deus estabeleceu a reunião de qualquer ser humano nesta Nova Aliança e sendo assim o formato sacerdotal viria em outra configuração, seria universal. 

Como o pacto da velha aliança estava marcado pelo selo da circuncisão em que apenas os machos recebiam este selo, mas agora no selo da Nova Aliança todos, inclusive as mulheres, viriam receber este selo, porque ao contrario da antiga, na nova configuração como diz em Efésios, agora o selo de Deus não era mais feito com o corte da carne do prepúcio masculino, mas uma marca em que o local deste selo já não era mais físico, mas espiritual e sendo assim esta marca espiritual, que agora  é feito no coração humano, está fazendo agora com que o sacerdócio pudesse ser executado não só pelos homens, mas também pelas mulheres, já que tanto homens quanto mulheres recebem este selo. E é muito mais evidente ainda isto porque em tudo as mulheres participam desde a hora que são batizadas no nome de Jesus Cristo quando elas recebem Jesus como salvador, assim como os homens, e quando são batizadas nas águas também em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo assim também como ocorre com os homens. Então podemos entender aqui nesse estudo aonde a unção de Deus tem me ensinado que assim, as mulheres têm sim direito por filiação espiritual com o selo do Espírito ao sacerdócio para executa-lo na Nova Aliança, nós podemos ver essa evidência também quando a palavra de Deus diz

1 Pedro 2:9-10 

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.

Como podemos ver nesse texto agora nós não somos apenas selados com o Espírito Santo mas temos também o título de "povo de Deus" evidenciando o que foi falado antes, que Deus não só separou um povo exclusivo para si, mas também o chamou de povo de Deus e sacerdocio real, e esse povo de Deus e sacerdocio real, é formado por todos os seres humanos que serão chamados em todo o planeta e não apenas por uma tribo específica ou povo nacional específico, e nessa mistura de seres humanos de qualquer língua, povo, tribo ou nação é formado então um povo separado para ele mas dentro de um paralelismo com o povo de Israel que antes apenas como unica tribo exercia o sacerdócio. Nós somos cristãos. também agora somos chamados de povo exclusivo e sacerdócio Santo e como o povo separado de Deus já não há mais diferença entre homem e mulher livre e escravo Pois todos somos um em Cristo, veja

Gálatas 3:26-28 (JFA)  Porque todos sois filhos de Deus, pela fé em Cristo Jesus.

Porque, todos quantos fostes baptizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo.

Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há masculino nem feminino; porque todos vós sois um, em Cristo Jesus.

Então Deus chama a todos os seres humanos, tanto homens quanto mulheres a abraçar esse sacerdócio reall. Então se basear no velho testamento para dizer que não existe o sacerdócio feminino, não é coerente nem válido porque o selo da Aliança do velho testamento era feito apenas nos homens que isso limitava com que as mulheres pudessem exercer um sacerdócio, mas o selo da Nova Aliança é feito tanto em homens quanto em mulheres e todos, tanto homens quanto mulheres no novo testamento são chamados de sacerdócio real, logo é salutar pensar que o pastorado não foi entregue apenas aos homens, porque assim como o homem que está integralmente selado, a mulher tambem, e sendo assim, como sacerdotisa de Deus pode abraçar também o pastorado e tornar-se pastora, líder de uma congregação juntamente com seu marido que também terá esse título já que ambos Como diz a palavra de Deus "são uma só carne" e ambos vão comungar do mesmo sacerdócio Santo.

O SACERDÓCIO CRISTÃO E A PLENITUDE FEMININA

​I. A TRANSIÇÃO DOS SELOS: DA LEI À GRAÇA

​A limitação do sacerdócio no Antigo Testamento era uma extensão direta do selo da circuncisão. Sendo um rito exclusivamente masculino, ele estabelecia uma barreira física para o serviço sagrado. Na Nova Aliança, o selo é o Batismo e o penhor do Espírito Santo, aplicados a todos sem distinção.

​Fundamento: "Porque todos vós sois um em Cristo Jesus... não há masculino nem feminino" (Gálatas 3:26-28). Se o selo da salvação e da pertença é universal, o selo para o serviço (sacerdócio) também o é. Barrar o ministério feminino é tentar retroceder ao regime limitado da Lei.

​II. A UNIDADE MINISTERIAL: "UMA SÓ CARNE"

​O pastorado exercido por um casal é a manifestação da unidade estabelecida por Deus desde o Éden. Se marido e mulher são "uma só carne" (Gênesis 2:24), eles comungam do mesmo sacerdócio santo. A mulher, como sacerdotisa de Deus, pode abraçar o pastorado juntamente com seu marido, exercendo uma liderança baseada na comunhão e na unidade funcional do matrimônio. Ambos estão integralmente selados para o mesmo propósito.

​III. A CRISTOCENTRICIDADE DA AUTORIDADE

​Um ponto crucial desta defesa é a compreensão da hierarquia bíblica: O único cabeça da Igreja é Cristo (Efésios 5:23).

​A Posição do Ministro: O título de pastor não coloca o ser humano como "cabeça", mas como um servo submetido à Autoridade Suprema.

​A Ligação Direta: Tanto homens quanto mulheres estão ligados diretamente à Cabeça (Cristo). No exercício pastoral, a mulher permanece abaixo de Cristo, nunca se colocando como fonte de autoridade própria, mas como despenseira da autoridade d'Ele. Assim, o pastorado feminino não rompe a ordem divina, pois mantém Cristo no topo de toda liderança.

​IV. A INDIFERENÇA DE GÊNERO NA DISTRIBUIÇÃO DOS DONS

​Refutamos a heresia de que existam "dons masculinos" ou "femininos". O Espírito Santo distribui as capacitações "a cada um como quer" (1 Coríntios 12:11).

​A Soberania do Espírito: Se Deus concede o dom de governo, ensino ou profecia a uma mulher, Ele a autoriza perante o mundo espiritual. Impedir esse exercício baseado na anatomia é resistir à soberania do Espírito Santo, que prometeu derramar Sua unção sobre filhos e filhas (Atos 2:17).

​V. A DISTINÇÃO ENTRE OFÍCIO E LAR

​É fundamental considerar que o exercício do pastorado feminino não anula a ordem bíblica da família, pois existe uma distinção clara entre a jurisdição eclesiástica e a jurisdição familiar.

​Esferas Diferentes: No ambiente da igreja, rege a Lei Episcopal e o ofício ministerial; no ambiente do lar, rege a Lei da Aliança Matrimonial. O casamento foi proposto entre cônjuges, não entre cargos.

​Harmonia de Papéis: Uma pastora pode exercer a liderança na congregação e, simultaneamente, viver em submissão ao marido no lar. O título eclesiástico não altera a proposta original do casamento, garantindo que a ordem familiar permaneça intacta enquanto o serviço ao Reino é plenamente realizado.

​VI. CONCLUSÃO

​A Liga Cristã contra as Heresias afirma que o ministério pastoral é uma questão de vocação, caráter e selo espiritual. O sacerdócio real pertence a todos os que se revestiram de Cristo. Homens e mulheres são co-herdeiros da mesma graça e parceiros na edificação do Reino de Deus, cada um operando em sua esfera com ordem, decência e autoridade divina.

​Que Deus em Cristo abençoe a todos 


 Luiz Edinaldo Trindade